
Educação Infantil Repaginada
Brasil Cabloco

Resumo de Brasil Caboclo de Darcy Ribeiro
[...] o mais bonito dos Brasis, o Brasil caboclo, o Brasil amazônico, das riquezas e dos povos da floresta. No Brasil mais profundo, encontramos o Brasil Caboclo.
Muitos índios e poucos portugueses, misturados pelos jesuítas, eis a origem do nosso caboclo, que habita no lugar de beleza incomparável, beleza só nossa e de alguns vizinhos, a beleza da Amazônia. O chamado Jardim da Terra, de uma extensão imensa. Lá impera a exuberância e o mistério, o mito das riquezas, do ouro e da prata. Das mulheres guerreiras, de gigantes e de anões, das drogas e das plantas fantásticas. Se eu tivesse que falar da minha terra, diz Aziz Ab'Saber, diria que ela convive com raízes ainda pré-históricas e que copia o que existe de mais moderno no mundo ocidental. Diria também, em termos de futuro, que temos os maiores recursos hídricos de rios, riachos e igarapés, de rios brancos, negros e violáceos, o maior domínio de natureza tropical e as florestas com a maior biodiversidade da terra. Bela perspectiva.
A Cultura Brasileira é o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que participaram da formação da população brasileira.
A diversidade cultural predominante no Brasil é consequência também da grande extensão territorial e das características geradas em cada região do país.
O indivíduo branco, que participou da formação da cultura brasileira fazia parte de vários grupos, que chegou ao país durante a época colonial.
Além dos portugueses, vieram os espanhóis, de 1580 a 1640, durante a União Ibérica (período sob o qual Portugal ficou sob o domínio da Espanha).
Durante a ocupação holandesa no nordeste, de 1630 a 1654, vieram flamengos ou holandeses, que ficaram no país, mesmo depois da retomada da área pelos portugueses. Na colônia, aportaram ainda os franceses, ingleses e italianos.
Entretanto, foi dos portugueses que recebemos a herança cultural fundamental, onde a história da imigração portuguesa no Brasil confunde-se com nossa própria história.
Foram eles, os colonizadores, os responsáveis pela formação inicial da população brasileira, através do processo de miscigenação com índios e negros africanos, de 1500 a 1808, portanto por três séculos, eram os únicos europeus que podiam entrar livremente no Brasil.
A herança indígena: os caboclos descendem dos índios que se misturaram a brancos e negros na região amazônica;
O caboclo original, gestado a partir do encontro do europeu e do branco, falava tupi-guarani;
A ocupação da região Norte dá-se tardiamente (por volta de 1850), por isso ali ainda se concentra grande diversidade ecológica;
A característica básica do Brasil caboclo é o primitivismo de sua tecnologia adaptativa conservada e transmitida durante séculos sem alterações;
O ciclo da borracha insere Norte dentro do roteiro econômico dos século XIX e XX e instaura ali a tradição de uma cultura extrativista;
A ocupação da região deu-se por intermédio do ciclo da borracha (fins do século XIX) e da construção da Transamérica, durante o regime militar;
Os militares loteiam a Amazônia aos grandes grupos econômicos internacionais, o que leva à intensificação dos conflitos, à agressão aos territoriais indígenas;
A forte herança nordestina na região se desdobra principalmente na devoção religiosa (Cirio de Nazaré) e na celebração dos “bois” (Parintins).
Recorte territorial

Título
Brasil Caboclo
Duração do projeto
O ano letivo de
Justificativa
O Projeto Brasil Caboclo é uma continuidade do projeto O Povo Brasileiro, obra do Antropólogo Darcy Ribeiro. Que vem sendo desenvolvido pela unidade escolar anualmente desde 2013
Objetivos
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Conhecer mais sobre a formação da cultura cabocla e sua contribuição para a formação da nossa identidade;
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Valorizar a diversidade étnica e a miscigenação genética e cultural;
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Conhecer a história e cultura indígena;
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Conhecer a região cultural do caboclo que corresponde a região Norte englobando os Estados do Amapá, Pará, Tocantins, Roraima, Amazonas, Roraima e Acre;
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Apresentar autores, músicos e artistas indígenas;
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Conhecer mais sobre a nossa história;
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Aumentar o reportório sociocultural.
Culminância
Apresentação cultural
Exposição dos trabalhos desenvolvidos durante o projeto
Metodologia ou procedimentos metodológicos
Atividades nas rodas de conversa;
Apresentação de vídeos sobre o tema;
Hora da história com livros e contos indígenas;
Pintura étnica;
Confecção de cartazes com palavras e expressões de origem indígena;
Culinária, produção de tapioca;
Brincadeiras de roda e músicas da cultura indígena;
Danças circulares;
Confecção de chocalhos;
Atividades com argila e desenhos geométricos.
Cronograma temático
Abril
Quem são?
No mês de abril comemoramos o dia do índio, mas será que realmente sabemos como eles são?
A proposta é que nesse mês trabalhemos com a identidade e representação do indígena brasileiro, quebrando estereótipos e caricaturas da representação desse grupo étnico. Proposta de atividades, anexo I.
Maio
Modos de Viver
Alguns grupos indígenas e seus descendentes ainda moram em comunidades indígenas afastadas, outros moram nas cidades ou no campo, em sua maioria, ainda preservam sua cultura independentemente do lugar onde moram. Nesse mês vamos conhecer os vários tipos de morada, como vivem em seu cotidiano, como se alimentam, dormem, etc. Proposta de atividades, anexo II.
Junho
A cultura
Existem vários povos étnicos indígenas no Brasil, o que os diferenciam é sua cultura, língua e costumes. No mês de junho vamos conhecer esses diversos grupos, sua influência na nossa língua e costumes. Proposta de atividades, anexo III.
Agosto
Lendas e História
No mês de agosto vamos conhecer um pouco mais sobre histórias e lendas que povoam o imaginário indígena. Proposta de atividades, anexo IV.
Setembro
Culinária
A nossa culinária é bastante influenciada pela cultura indígena, nesse mês vamos conhecer ingredientes e receitas deliciosas! Proposta de atividades, anexo V.
Outubro
Artes
Na cultura indígena a arte é muito importante, é através dela que eles se comunicam, registram e guardam as suas tradições. Proposta de atividades, anexo VI.
Novembro e Dezembro
Festa Cultural
Nos meses de novembro e dezembro vamos trabalhar a nossa festa cultural. Proposta de apresentação, anexo VII.
Avaliação
De observação, de forma continua durante todo o desenvolvimento do projeto.
Anexos:
Cultura indígena
Brinquedos e brincadeiras.
ATIVIDADE 1
Professor inicie uma conversa com os alunos sobre as suas brincadeiras preferidas. Após esse momento, apresente imagens de crianças indígenas brincando. É importante nesse momento explicar para os alunos que as nossas brincadeiras faz parte de uma herança cultural; aproveite para exemplificar apresentando as brincadeiras das crianças indígenas. Professor organize uma apresentação de crianças indígenas brincando para os alunos apreciarem.Durante a conversa e apreciação das imagens chame a atenção dos alunos destacando as semelhanças com as suas brincadeiras, os elementos que as crianças indígenas costumam usar para brincar e os lugares aonde as elas brincam.
ATIVIDADE 2
Professor por meio de uma apreciação de vídeo as crianças poderão comparar suas brincadeiras com as das crianças indígenas. Após a exibição do vídeo, explore oralmente os conhecimentos que as crianças possuem sobre as brincadeiras que aparecem no vídeo, com as seguintes perguntas:
Quem já conhecia, brincou algumas dessas brincadeiras?
Como as crianças brincam individualmente ou em grupo?
Quais são as regras?
É preciso confeccionar algum brinquedo para se brincar?
Onde poderemos realizar a brincadeira?
Sugestão de vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=BoWMXmfDaZY
ATIVIDADE 3
SOL E LUA - üacürütawemüc’ü
Essa brincadeira também é conhecida em outras localidades com outros nomes como PASSARÁ DE BOMBARÉ.Crianças dispostas em coluna por um, segurando na cintura do que está à frente. Duas outras crianças, representando o SOL E A LUA, fazem uma "ponte", mantendo as mãos dadas acima. Cantando, as crianças passam sob a ponte várias vezes. Numa das vezes o Sol e a Lua prendem o último ou os dois últimos. Perguntam-lhe para que lado querem ir. A criança escolhe e vai colocar-se atrás do Sol ou da Lua. E assim continuam até terminar. Quando todas as crianças passam, têm-se dois partidos. A duplas mantém os braços dados, e todos mantêm-se segurando na cintura do colega da frente. Vão puxar-se, para ver que partido ganhará. Ganhará aquele grupo que conseguir "puxar" o outro. E puxam várias vezes, marcando ponto para quem consegue derrubar ou desarticular o outro partido.Nesse jogo vê-se não somente o uso da força. Surge a questão do poder de decisão, que é colocado em evidência. É dada à criança a opção de escolha do partido ao qual quer pertencer. Além disso é também trabalhada a noção de equipe, de conjunto, pois é todo um partido fazendo força para puxar o outro partido.
VIDA
Jogo de bola semelhante à "queimada". Dois partidos, em seus campos. Uma criança lança a bola e tenta acertar em alguém do outro partido. Se conseguir acertar e a bola cair no solo, a criança "queimada" sai do jogo.
ATIVIDADE 4
Professor aproveite para apresentar as crianças a diversidade dos brinquedos que os povos indígenas usam. Comente com a turma que as crianças indígenas usam materiais da natureza para confeccionar seus brinquedos. Proponha a confecção de brinquedos indígenas usando material natural ou reciclável. Um brinquedo que é bastante comum no universo das crianças é a peteca, proponha a confecção de uma peteca e a pesquisa de informações sobre como se brinca de peteca. As crianças irão ler as informações e destacar as variações da brincadeira da peteca. Em outro momento organize um campeonato de peteca com os alunos.
Produção de brinquedos a partir de frutas, legumes e sementes.
FONTE: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22766
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